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domingo, 13 de dezembro de 2009

Quando é pra dar errado...

É incrível quando queremos fazer algo e "dá zebra", lembro-me de uma viagem à São Paulo, na verdade estava indo pra ficar. Minha mãe coloca um papel com alguns números de telefones em meu bolso, disse pra eu ficar despreocupado, pois ela ligaria ao meu tio avisando o número do ônibus em que eu estava e a hora da saída, não tinha com o que eu me preocupar... Eu mal sabia o que estava por vir...
"Estava eu, com a passagem comprada esperando o ônibus das 18:00 hs, poltrona número 23 [23 tá?], nem disso esqueci. Bom, o ônibus chegou, quem se despediu bem, quem não se despediu é porque eu fui às escondidas. Entrei, sentei, pouco tempo depois, uma menina senta ao meu lado, e fica conversando com a mãe, que estava na poltrona da frente.
E o ônibus segue, até uma cidade próxima, quando entra uma mulher e diz: Essa poltrona é minha, 23.
A menina que estava do meu lado disse: Não, olha aqui, a poltrona é minha, 23 também.
Eu olho para as duas e digo: Fechou, 3 poltronas 23, cheguei primeiro, daqui não saio.

A mulher que já estava impaciente chama o motorista, que resolve olhando o número das passagens lançadas no mapa, e diz: Olha, as duas estão lançadas aqui, mas o rapaz ai, o ônibus dele é o próximo, colocaram o horário errado na passagem dele.

No fim das contas, eu tive que parar em Volta Redonda [?], não me lembro se era lá mesmo, e esperar o ônibus certo... Claro que não iria perder a minha oportunidade de reclamar, fui lá nos pobres funcionários, dizer que "isso não deveria acontecer, que é um absurdo, etc etc", um deles disse: -Vou arrumar um pra você, enquanto isso vá jantar, o próximo chega, vai dar tempo.
Fui, servi minha comida, olhei o valor, quase devolvi [Brincadeira], mas era caro pra caramba! Sentei e comecei a comer, quando volta o infeliz [Não lembro o que ele era] e diz:
-O ônibus está só esperando você!
Eu: Mas eu nem comecei a comer, você disse que dava tempo, vão ter que esperar...
[Sim, eu enrolei uns 20 minutos até acabar]
Quando entrei, o motorista disse: Tem uma poltrona vaga!
Eu pensei que estava em um viveiro, nunca vi tanta bagunça, até roupas penduradas tinha, sem ar condicionado, e um cheiro de pipoca terrível. Um verdadeiro contraste comparando ao ônibus em que estava antes e nem sei porque aceitei entrar naquele, deveria ter esperado o "meu ônibus". Coragem, procurei a tal poltrona vaga...
Na frente nada, no meio nada, direita e esquerda nada, fui ver, poltrona 48, aquela do banheiro.
Mas na verdade era a 47, janela [ufaa]. Na 48 estava uma mulher enorme, se é que vocês me entendem... Ela foi educada, disse que a poltrona estava vaga, mas que ela tava com frio e não gostava de "sentar na janela". Eu estava suando, morrendo de calor, esperei ela levantar pra eu sentar, só que ela me disse que não conseguia levantar, tive que me virar pra passar entre ela e a poltrona da frente. Passado o sufoco, abri a janela e respirei bastante, começou a chover, mas a chuva ainda era a parte boa.
Quando ouço: Ohh meu filho, vai chover aqui dentro, você poderia fechar essa janela...
Eu: Posso não, acabei de jantar, não estou me sentindo muito bem, se eu fechar...
Pronto, silêncio até chegar em São Paulo!
[Até que enfim alguma coisa boa aconteceu. A mulher não era dessas curiosas, mas também, alguma qualidade ela tinha que ter, cruzes]
Chegando na rodoviária do Tietê, a desgraçada faz seu último comentário, aquele mais malicioso possível: - Você vai descer aqui mesmo?
Eu: não sei, minha mãe passou o número do ônibus em que eu estava para meu tio, mas eu tive que mudar de "busão".
Ela: Nossa, coitado, esse lugar aqui é tão perigoso...

Não que eu estivesse com medo, mas disse: E qual a outra alternativa?
Ela: Descer em São Bernardo do Campo!
Não sei porque, mas eu fiz isso.
Quando desço, ligo para meu tio e ele diz: Onde vc está?
Eu: Aqui em SBC!
Ele: O que vc está fazendo ai?
Eu: Não sei, eu desci aqui...
Ele: [Droga] Beleza, mando alguém ir ai te buscar, vai demorar muito até eu chegar!
[Desligou]

Tá bom,a moral da história é: Tenha um celular, não seja pobre o bastante a ponto de não ter um celular, faria uma diferença enorme e de quebra você tomaria uma atitude inteligente! Bom, pelo menos uma decisão lerda você não iria tomar...

Um abraço a todos, e depois "conto" mais histórias... se eu parar na metade é porque minha mãe me obrigou a desligar o computador! Não reparem!

4 comentários:

  1. AHAHHAAHHAHAHAHA
    legitimo mineiro com seus "causos"

    e pior que as aventuras na cidade grande ainda não terminaram, hein?
    ahahahahhaha

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  2. thilden e seus kaos,
    puts vai ser azarado assim bem longe cara,
    pelo menos a mulher enorme nao rocava ne!
    (ou roncava?)
    kkkkkk
    espero novas estorias.
    abraço ae

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  3. Só estava ouvindo o barulho do vento batendo na janela, não sei se a gorda roncava!

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  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    essa vc nunca tinha mi contado não uaii
    comedia tah!

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Entrem no Travian, se realmente entrarem, que seja por aqui -> http://www.travian.com.br/?uc=brx_2091
É legal.